Em um setor marcado por desafios econômicos e alta competitividade, a governança corporativa deixou de ser apenas uma boa prática para se tornar um requisito estratégico. Nesse contexto, a auditoria externa é um dos pilares mais sólidos para garantir transparência, credibilidade e sustentabilidade nos negócios. Muitas vezes vista como um custo ou obrigação regulatória, a auditoria deve ser encarada como um investimento em confiança.
Empresas que adotam auditoria externa estruturada colhem benefícios concretos, como:
- Melhores condições de crédito e financiamento, graças à maior confiabilidade das informações financeiras;
- Atração de investidores que buscam segurança e previsibilidade;
- Comparabilidade com benchmarks do mercado, reforçando a reputação corporativa.
A auditoria não é apenas um processo técnico; ela é o primeiro passo para uma governança robusta. Sem esse instrumento, não há como garantir a integridade dos números nem sustentar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.
Governança e ESG: uma conexão inevitável
Embora o setor de incorporadoras ainda esteja em estágio inicial na adoção de práticas ESG, o pilar da governança já se apresenta como o mais consolidado. A auditoria fortalece esse pilar ao assegurar integridade e transparência, preparando as empresas para avançar nas dimensões ambiental e social. Investidores e clientes estão cada vez mais atentos a esses aspectos, e quem se antecipa sai na frente.
A auditoria não é sinônimo de burocracia, mas sim uma aliada estratégica. É por meio dela que se constrói a base para uma gestão responsável, transparente e alinhada aos desafios contemporâneos. Para as empresas da construção civil, investir em auditoria é investir em um futuro mais sólido, ético e sustentável.
Maria Regina Abdo é sócia de Auditoria e líder de Real Estate na Grant Thornton Brasil. Possui mais de 24 anos de experiência profissional em empresas de auditoria internacionais, tendo atuado em diversos segmentos, entre eles: incorporação imobiliária, construção civil, imóveis de renda e shopping centers, indústria farmacêutica e laboratórios, agronegócios, indústria, serviços, tecnologia, varejo e entidades sem fins lucrativos.
Participou de transações no mercado de capitais, incluindo processos de abertura de capital (IPO) e outras emissões nacionais e internacionais. É membra do Ibracon (Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes), atuando no Grupo de Trabalho de Incorporadoras, onde contribui para discussões técnicas do setor de Real Estate e Construção Civil.

