Danielle Zimny, advogada, especializada em comércio exterior, gestora da Inland Revestimentos, Distribuidora oficial da Trespa International B.V no Brasil, fala sobre as principais tendências que devem influenciar o design de fachadas em 2026 e destaca: “A fachada é um elemento estratégico de comunicação do projeto arquitetônico. Ela traduz os valores do empreendimento, estabelece diálogo com o entorno e influencia diretamente a percepção do usuário. Em um mercado cada vez mais competitivo, fachadas bem resolvidas, com identidade clara e alto desempenho técnico, tornam-se um diferencial importante tanto do ponto de vista arquitetônico quanto urbano”.
Quais são as principais tendências que devem influenciar o design de fachadas em 2026?
O design de fachadas caminha para uma integração cada vez maior entre estética, desempenho técnico e sustentabilidade. Em 2026, veremos a consolidação de soluções construtivas mais leves, duráveis e versáteis, com maior atenção ao ciclo de vida dos materiais. A arquitetura passa a valorizar fachadas que expressem identidade, mas que também ofereçam desempenho térmico, durabilidade e baixa necessidade de manutenção.
Como as fachadas vêm assumindo um papel mais funcional e interativo, além do aspecto estético?
As fachadas deixam de ser apenas um elemento de composição formal e passam a atuar como sistemas ativos do edifício. Elas contribuem diretamente para o conforto ambiental, controle de insolação, proteção contra intempéries e eficiência energética. O uso de revestimentos tecnológicos e sistemas construtivos industrializados amplia essa funcionalidade e permite maior controle de desempenho ao longo do tempo.
De que forma o conceito de “fachada ativa” deve se consolidar nos próximos anos?
A fachada ativa se consolida principalmente no contexto urbano, ao reforçar a relação entre o edifício e o espaço público. Projetos que priorizam térreos permeáveis, usos mistos e transparência visual estimulam a interação com a cidade e qualificam o ambiente urbano. Para isso, é fundamental empregar materiais resistentes e de fácil manutenção, adequados a fachadas com uso intenso e exposição constante.
O uso de materiais inovadores e tecnologias inteligentes já é uma realidade no mercado?
Sim, essa realidade já está presente e tende a se intensificar. Materiais industrializados de alta performance, como os materiais da Trespa, exemplificam essa evolução ao oferecer elevada resistência, estabilidade de cor e versatilidade estética. Associados a soluções tecnológicas, esses materiais contribuem para fachadas mais eficientes, duráveis e adaptáveis a diferentes tipologias de projeto.
A sustentabilidade é hoje uma das pautas da arquitetura. Quais soluções têm se destacado para fachadas mais eficientes e ecológicas?
As soluções mais relevantes são aquelas que consideram o desempenho ao longo de todo o ciclo de vida do edifício. Fachadas ventiladas, sistemas de sombreamento passivo, materiais duráveis e de baixa manutenção e estratégias de redução do consumo energético têm se destacado. O foco está em minimizar impactos ambientais, aumentar a vida útil das edificações e melhorar o conforto dos usuários.
Como o paisagismo e a vegetação vêm sendo incorporados ao desenho das fachadas, indo além do apelo visual?
A vegetação integrada às fachadas passou a desempenhar funções ambientais relevantes, como controle térmico, melhoria do microclima urbano e contribuição para a qualidade do ar. Essas soluções são hoje pensadas de forma técnica, considerando aspectos como irrigação, manutenção, escolha de espécies e compatibilização com os sistemas construtivos do edifício.
