Seja um Associado

Fale Conosco

Sinduscon-GO
  • HOME
  • O SINDUSCON-GO
  • SERVIÇOS
  • NOTÍCIAS
    • Sinduscon-GO na mídia
  • ÁREA DOS ASSOCIADOS
  • .

Noticias do Setor

ARTIGO - Marketing, Branding e Performance: os pilares de um lançamento imobiliário bem-sucedido

ARTIGO - Marketing, Branding e Performance: os pilares de um lançamento imobiliário bem-sucedido

04 July 2025

Por Marcella Blohem*

Lançamentos imobiliários vão muito além da simples inserção de novos empreendimentos no mercado. Para o setor da construção civil, cada lançamento representa uma intervenção no meio urbano e na vida das pessoas. A criação de novos espaços, comportamentos e possibilidades movimenta a sociedade e gera tendências que impactam o nosso modo de viver.

Por isso, é fundamental que as empresas do setor compreendam esse efeito e criem estratégias consistentes. Mais do que vender unidades, trata-se de contar histórias que conectam propósito, valor e identidade.

Para incorporadoras, construtoras e loteadores, isso exige uma virada de chave: o lançamento precisa comunicar não só o produto, mas também a essência da empresa por trás dele. Em um mercado cada vez mais competitivo e saturado de estímulos, a relevância deixou de ser um diferencial — passou a ser uma condição básica para sobreviver.

Entretanto, antes de tudo, o principal elemento para um lançamento imobiliário bem-sucedido é a compreensão que ele começa muito antes da criação e da performance. Começa no planejamento da empresa e do produto. É de suma importância olhar para o branding com profundidade, entender o público-alvo e estruturar processos que sustentem o marketing de forma contínua, da captação ao pós-venda.

Isso envolve desde a implementação de BI, CRM e ferramentas de inbound, até a definição clara de posicionamento e planejamento estratégico. Não basta ser bom em criar campanhas: é preciso saber de onde elas partem e por que existem. Muitas vezes, o erro está em pular etapas essenciais e partir direto para a criação, sem um alicerce sólido que conecte marca, produto e resultado.

Até porque, muitas vezes, o cliente escolhe não apenas o produto, mas a marca por trás dele. Sendo assim, a decisão de compra pode estar muito mais ligada à confiança, identificação e valor percebido do empreendimento.

 Hoje, os tradicionais 4 Ps do marketing — produto, preço, praça e promoção — não são mais suficientes. Em um ambiente em que os produtos muitas vezes se comportam como commodities, a diferenciação acontece na narrativa. A pergunta que se impõe é: que história estamos contando? E, principalmente: essa história faz sentido para o público que queremos atingir?

Nesse contexto, o branding assume um papel central. Ele é responsável por alinhar propósito, identidade e percepção. É ele quem constrói o reconhecimento da marca no setor, gera valor duradouro e estabelece conexão emocional com o público. Por isso, é tão importante o entendimento de quem você é como marca, qual é o seu propósito e como você comunica isso ao mercado.

 O branding bem aplicado valoriza o produto, destaca o empreendimento em meio à concorrência e cria senso de pertencimento — elementos fundamentais para a performance comercial. A comunicação, por sua vez, deve ser precisa. Saber o que dizer e para quem dizer pode transformar a estratégia de marketing digital e impulsionar resultados. Afinal, quando a mensagem certa chega ao público certo, no momento certo, o efeito é muito mais potente.

 Em tempos de excesso de informação e pouca atenção, contar histórias autênticas é a chave para construir marcas relevantes. É esse valor intangível — e, ao mesmo tempo, tão concreto — que posiciona, diferencia e sustenta um lançamento de sucesso no mercado imobiliário.

*Graduada em Publicidade e Propagando pela ESAMC, Pós Graduada em Marketing Digital e Especialista Business Intelligence pela ESPM/SP. Profissional com mais de 15 anos de experiência em marketing estratégico focado no setor imobiliário, com trajetória marcada na gestão de grandes contas e projetos de alto impacto em todo Brasil. Diretora de Marketing da Squad Realty. Sócia e Diretora de Marketing na SQUAD Realty.

INOVAÇÃO - Desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente

INOVAÇÃO - Desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente

04 July 2025

No mês em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), destacamos algumas práticas e soluções sustentáveis adotadas por construtoras goianas.

Energia limpa - CMO Construtora

A geração de energia limpa com usina de placas fotovoltaicas abastece todos os canteiros de obra, stands de vendas e a sede administrativa da CMO Construtora. Para a implantação, a organização fez um estudo de viabilidade para atender o potencial de geração de energia dos canteiros de obra e com base na demanda definiu o local para instalação da usina, a quantidade de painéis solares, inversores e outros componentes. Foi selecionada uma empresa qualificada e por fim realizada a instalação física do sistema.

Pensando em sustentabilidade ambiental, é uma fonte de energia limpa, que reduz a emissão de gases de efeito estufa e diminui a dependência de combustíveis fósseis, levando ainda em consideração a economia com o gasto de energia elétrica após a instalação das placas fotovoltaicas, os custos operacionais são baixos.

A CMO Construtora utiliza energia solar desde dezembro de 2020. Na estratégia da organização, a prática está inserida no item inovação que compõe um dos principais valores da empresa. É visão da empresa o acompanhamento das evoluções tecnológicas, atuando ativamente no cuidado com o meio ambiente pensando na conservação dos recursos naturais.

Hoje são três usinas instaladas, que geram 100% da energia consumida e ainda um excedente de 10%.

Monitoramento e gestão de resíduos em canteiros de obras - Vega Incorporações

A Vega Incorporações, buscando aprimorar a gestão de resíduos gerados na construção civil nos seus canteiros de obra assegurando a correta segregação e destinação, desde agosto de 2022, mensalmente, realiza auditorias ambientais nos canteiros de obras, verificando o cumprimento das normas legais e procedimentos internos da empresa.

 Essas auditorias são conduzidas por empresas especializadas em gestão ambiental, garantindo uma avaliação imparcial e profissional da situação atual de cada obra. O monitoramento detalhado permite identificar áreas de melhoria contínua e assegurar que todas as obras mantenham um padrão elevado de gestão ambiental.

 Além de promover o cumprimento dos requisitos ambientais, essa prática visa contribuir para a preservação ambiental, alinhada aos princípios de sustentabilidade e conformidade normativa. A prática é mensurada por meio de indicadores específicos, que formam uma nota final para cada obra, com base nos seguintes critérios:

  • Organização e Limpeza – 20%
  • Segregação na Fonte de Geração de Resíduos – 20%
  • Educação Ambiental – 10%
  • Acondicionamento Interno de Resíduos – 20%
  • Destinação de Resíduos - Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) – 20%
  • Documentação Ambiental – 10%

Esses critérios compõem uma avaliação final, expressa em uma nota de 1 a 5, indicando a situação da gestão ambiental da obra:

  • 0 a 2,0 – Péssimo
  • 2,1 a 3,5 – Ruim
  • 3,6 a 4,1 – Regular
  • 4,2 a 4,6 – Bom
  • 4,7 a 5,0 – Ótimo

As auditorias mensais geram insights valiosos que permitem a adoção de boas práticas e a atualização contínua com as melhores abordagens de mercado. Como resultado, as obras têm alcançado notas satisfatórias e permanecem em conformidade com as normas ambientais, consolidando a eficiência e a sustentabilidade na gestão de resíduos. Durante todo o ano de 2024, as obras obtiveram nota maior que 4,4, o que reflete o sucesso da implementação desse programa.

A gestão de resíduos está inserida nos valores e planejamento da organização, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, a preservação do meio ambiente e o atendimento às exigências de legais, valores que estão inseridos na política de qualidade da empresa com relação a meio ambiente e sustentabilidade, que fomenta a cultura de responsabilidade ambiental entre os colaboradores, que são constantemente incentivados a aderir às boas práticas de segregação e acondicionamento de resíduos.

Gestão ambiental nos canteiros de obras - Sousa Andrade Construtora

 A gestão ambiental nos canteiros de obra da Sousa Andrade Construtora objetiva minimizar o impacto das atividades de construção no meio ambiente, promovendo práticas ambientais sustentáveis e em conformidade com a legislação ambiental. A construtora possui a certificação ISO 14001 e Empresa B desde 2022 e conta com uma equipe de 6 colaboradores responsáveis pela execução das diversas atividades do sistema.

As certificações demonstram o comprometimento da empresa em reduzir os impactos ambientais de suas atividades, melhorar o uso de recursos naturais e cumprir a legislação ambiental vigente. Além disso, promove uma cultura de sustentabilidade dentro da organização, melhora a eficiência operacional e contribui para uma imagem positiva no mercado, atendendo também às expectativas de clientes, parceiros e da sociedade em geral na relação com a responsabilidade ambiental.

As certificações são parte do planejamento estratégico e têm por base as seguintes premissas:

  • Reduzir a geração de resíduos e promover a reciclagem e o reaproveitamento de materiais sempre que possível;
  • Controlar a poluição do solo, da água e do ar, evitando o descarte inadequado de resíduos;
  • Preservar recursos naturais, otimizando o uso de água em nosso processo construtivo;
  • Proteger a flora e a fauna ao redor dos locais de trabalho, mitigando os efeitos de nossas atividades ao meio ambiente e a comunidade vizinha;
  • Envolver os trabalhadores na conscientização e na prática de preservação do meio ambiente não somente dentro de nossos canteiros de obras, mas também em suas casas.

Entre as diversas práticas ambientais para reduzir os impactos ambientais e promover a sustentabilidade estão:

  • Gestão de resíduos: separação e destinação correta dos resíduos gerados, como entulhos, plásticos, metais, madeira e papéis, priorizando a reciclagem e o reuso para empresas devidamente licenciadas;
  • Redução do consumo de copos descartáveis nos canteiros de obras, fornecendo copos para cada trabalhador;
  • Hortas comunitárias nos canteiros de obras;
  • Realização de lavagem periódica das vias diretamente impactadas pelas atividades;
  • Emissão de MTR de todos os resíduos que saem dos canteiros de obras;
  • Instalação de sinalização nos canteiros de obras e lixeiras para promover a conscientização e orientar as práticas de gestão ambiental e coleta seletiva;
  • Almoxarifado de produtos químicos devidamente sinalizados, com Fichas de Dados de Segurança (FDS) e Kit de Emergência Ambiental posicionados em local de fácil acesso;
  • Sistema Lava Pincéis, com tratamento da água resultante da lavagem de pincéis utilizados na pintura. Após o tratamento, essa água é reutilizada no canteiro para umectação de vias, enquanto a água raz é direcionada para a baía de armazenamento de produtos perigosos;
  • Sistema de Tratamento de Efluentes provenientes da lavagem da betoneira e dos caminhões betoneiras;
  • Controle de Licenças Ambientais de empresas que recolhem os resíduos nos canteiros de obras através do sistema GEC – Gestão de Empresas Contratadas;
  • Controle de atendimento a legislação ambiental através do Sistema Âmbito. Implementar a Gestão Ambiental nos canteiros de obras da Sousa Andrade Construtora, manter a certificação da ISO 14001 e Empresa B garante que as operações e processos estejam alinhados às melhores práticas de gestão ambiental, além de contribui para o desenvolvimento sustentável e benefícios para a comunidade vizinha, aumentando assim sua competividade no mercado como um todo. Além de valorizar a imagem da empresa, reduzir custos e principalmente preservar o meio ambiente.
  • Realização periódica de simulados de emergência para derramamento de produtos químicos nos canteiros de obras;
  • Realização de monitoramentos mensais nos canteiros de obras para avaliar o nível de comprometimento com o sistema de gestão ambiental, com a meta de que cada obra alcance uma média de satisfação superior a 95%;
  • Sistema de Tratamento de Efluentes provenientes da lavagem da betoneira e dos caminhões betoneiras;
  • Controle de Licenças Ambientais de empresas que recolhem os resíduos nos canteiros de obras através do sistema GEC – Gestão de Empresas Contratadas;
  • Controle de atendimento a legislação ambiental através do Sistema Âmbito. Implementar a Gestão Ambiental nos canteiros de obras da Sousa Andrade Construtora, manter a certificação da ISO 14001 e Empresa B garante que as operações e processos estejam alinhados às melhores práticas de gestão ambiental, além de contribui para o desenvolvimento sustentável e benefícios para a comunidade vizinha, aumentando assim sua competividade no mercado como um todo. Além de valorizar a imagem da empresa, reduzir custos e principalmente preservar o meio ambiente.
INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO - Clima seco e o impacto nas obras em Goiás

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO - Clima seco e o impacto nas obras em Goiás

30 June 2025

Entre os meses de junho e agosto, a estiagem se intensifica, trazendo consequências diretas tanto para o andamento das obras quanto para a saúde dos profissionais que atuam nos canteiros.  A mudança no clima é tão intensa que em junho de 2024, Goiânia registrou o dia mais seco do país, com umidade relativa do ar em apenas 18%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 60%.

Em Goiás há duas estações bem definidas. A seca se intensifica em junho, julho e agosto, com noites frias e dias muito quentes. A baixa umidade relativa do ar, que pode atingir níveis críticos neste período, representa um dos principais desafios para a gestão de obras e a saúde ocupacional do segmento da construção. Este cenário climático exige adaptações técnicas nos processos construtivos e cuidados específicos com os trabalhadores.

A Coordenadora de Saúde do Seconci Goiás, Dra. Patrícia Montalvo, explica que a desidratação é uma das principais preocupações, pois o calor e o ar seco aumentam significativamente a perda de líquidos do corpo. Segundo ela, “os baixos índices de umidade relativa do ar e a concentração de poeira no ambiente, contribuem para o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias alérgicas, além de comprometer a defesa imunológica, estimulando a propagação de doenças respiratórias virais.” Ela também alerta para a irritação nos olhos e o ressecamento da pele, causados tanto pelo tempo seco quanto pela poeira, o que afeta diretamente o bem-estar e a produtividade dos trabalhadores. “O calor excessivo e a desidratação provocam cansaço extremo e comprometem o desempenho físico e cognitivo, aumentando o risco de acidentes, uma vez que reduzem a atenção e a capacidade de resposta durante as atividades no canteiro de obras.”

Para garantir a saúde dos trabalhadores é essencial adotar medidas que promovam um ambiente seguro e consciente. A Dra. Patrícia destaca a importância de ações preventivas no canteiro de obras, “conscientizar os colaboradores sobre a hidratação constante e priorizá-la com fácil acesso a água potável e pausas regulares, atendendo ao disposto na Norma Regulamentadora (NR)18. Para cada 25 funcionários deve haver um bebedouro com água filtrada e fresca. Para utilizá-lo o colaborador deve se deslocar menos de cem metros na horizontal e 15 na vertical. Se a água for servida em recipiente, ele deve ser portátil e herméticos sendo proibido o uso de copo coletivo. É importante também, a conscientização sobre o uso do protetor solar, além da importância de treinamentos sobre os cuidados com a saúde no clima seco”. A médica ainda recomenda a pulverização de água nos ambientes de trabalho para conter a poeira e o acompanhamento contínuo da saúde dos trabalhadores por meio de avaliações médicas.

A baixa umidade pode impactar também, materiais de construção e estruturas dentro dos canteiros de obras. Juliano Lacerda, coordenador de Segurança do Trabalho do Seconci Goiás, explica como se planejar e reduzir perdas de materiais dentro das construções. “O clima seco afeta diretamente o comportamento dos materiais de construção, exigindo cuidados técnicos específicos, como por exemplo: armazenamento de aglomerantes; na cura do concreto utilizar agentes de cura química ou mantas geotêxteis saturadas, mantendo a superfície úmida por pelo menos 7 dias para evitar fissuras por retração. acondicionar materiais e derivados corretamente. Madeiras e MDF podem empenar e selantes, tintas e massas podem perder a viscosidade”.

Nesta época de estiagem também é importante falar sobre o uso consciente da água nos canteiros. Juliano Lacerda dá dicas: “Implementar sistemas de tratamento simplificado para reaproveitamento da água utilizada em lavatórios e chuveiros, direcionando-a para atividades como compactação de solo e limpeza de áreas comuns; Utilizar tecnologias de baixo consumo como torneiras com temporizadores ou sensores; Monitorar o consumo de água para identificar consumos anormais e vazamentos, estabelecendo metas de consumo por etapa construtiva; Capacitar os trabalhadores sobre práticas de economia e lavagem otimizada de ferramentas; Intensificar a segregação e o reaproveitamento de resíduos, evitando o acúmulo de materiais que possam se tornar combustíveis em caso de incêndios, mais comuns no período seco.”

EFICIÊNCIA EM PROJETOS - Como reduzir custos e prazos sem perder qualidade

EFICIÊNCIA EM PROJETOS - Como reduzir custos e prazos sem perder qualidade

30 June 2025

Em um mercado cada vez mais competitivo, onde prazos apertados e orçamentos enxutos são a realidade da maioria dos empreendimentos, a eficiência no desenvolvimento de projetos se tornou um diferencial estratégico para o sucesso das incorporações imobiliárias. Segundo a engenheira civil, consultora e especialista em desenvolvimento de produtos, Lyvia Mendonça Queiroz, decisões tomadas ainda na fase inicial da concepção de um projeto podem significar economia de tempo, dinheiro e até evitar problemas jurídicos durante a execução da obra.

O projeto como pilar da rentabilidade

Um projeto bem elaborado é muito mais do que um conjunto de plantas técnicas. “Ele é o coração da incorporação”, afirma Lyvia. De acordo com ela, projetos detalhados e compatibilizados entre todas as disciplinas (arquitetura, estrutura, instalações, entre outras) durante a elaboração do projeto legal, previne surpresas na elaboração do projeto executivo e reduzem significativamente o retrabalho na obra, um dos principais vilões dos custos e atrasos. 

Erros que parecem pequenos no papel, podem gerar paralisações, gastos extras com correções, desconfortos com os clientes e, pior, comprometer a qualidade final do produto.

Além da parte técnica, a definição clara dos diferenciais do empreendimento é um componente estratégico essencial no desenvolvimento do projeto. Identificar desde o início os atributos que irão destacar o produto no mercado orienta todas as decisões de projeto e comunicação. Esses diferenciais são o que agregam valor percebido ao imóvel, fortalecem o posicionamento da incorporadora e podem influenciar diretamente no sucesso comercial e na rentabilidade da operação.

Decisões que fazem a diferença

Segundo a especialista, escolhas aparentemente simples na fase de projeto têm um impacto direto em toda a cadeia produtiva. “Desde o tipo de estrutura até o dimensionamento correto de áreas comuns e técnicas, tudo interfere no custo da obra e no valor percebido pelo cliente”, explica. 

Além disso, a antecipação de soluções evita improvisações que elevam os custos na reta final do empreendimento.

Tecnologia como aliada da eficiência

Ferramentas como o BIM vêm ganhando espaço justamente por permitir a integração entre as diversas etapas e profissionais envolvidos no projeto. Com elas, é possível simular a construção virtualmente, identificar conflitos, calcular quantitativos com mais precisão e, assim, planejar melhor a execução.

“Não se trata apenas de adotar um software, mas de mudar a cultura da empresa para trabalhar de forma mais colaborativa e estratégica”, ressalta Lyvia.

O uso de tour virtual de decorado e imagens 3D tem transformado a forma como os empreendimentos imobiliários são apresentados e comercializados. Essas tecnologias permitem que clientes e corretores tenham uma experiência imersiva e realista do imóvel antes mesmo da construção, explorando ambientes, acabamentos e layouts com detalhes precisos. Isso facilita a compreensão do projeto, gera maior confiança na compra e acelera o processo decisório. Além disso, a visualização tridimensional torna possível destacar diferenciais e personalizações, proporcionando um forte apelo comercial que contribui para o sucesso das vendas, especialmente em empreendimentos lançados na planta.

Custo inteligente: cortar o desperdício, não a qualidade

Reduzir custos sem comprometer a qualidade não significa usar materiais inferiores ou eliminar etapas essenciais, mas sim evitar o desperdício de recursos – sejam eles financeiros, humanos ou de tempo.
Para isso, boas práticas como a compatibilização de projetos, revisão criteriosa de detalhes técnicos, e envolvimento multidisciplinar desde a concepção são fundamentais. “Projetar bem é, antes de tudo, planejar com inteligência”, conclui a consultora.

Investir em cursos, consultorias especializadas e métodos que auxiliem na racionalização do projeto desde as etapas iniciais é uma estratégia inteligente e econômica. Embora possa representar um custo inicial, essa abordagem proporciona um ganho muito mais expressivo no resultado, reduzindo retrabalhos, otimizando recursos e garantindo maior eficiência ao longo de toda a obra.

ENTREVISTA - Gerenciamento bem-sucedido de obras

ENTREVISTA - Gerenciamento bem-sucedido de obras

30 June 2025
  • ENTREVISTA

Engenheiro Civil e sócio fundador da Vertical Gestão de Obras, Lucas Araújo, com a experiência de quem passou por diversas áreas como produção, coordenação de equipes e gestão de áreas estratégicas de empresas de grande porte do setor, fala sobre os principais desafios presentes no gerenciamento e como planejamento inicial é fundamental para o sucesso de uma obra.

- Quais são, na sua opinião, os principais desafios no gerenciamento de uma obra?

O principal desafio no gerenciamento de obras é manter o equilíbrio entre os diversos âmbitos do dia a dia de um canteiro, como controle da produção, gestão de compras e contratações, estoque, qualidade, pessoas e interação com as demais áreas da empresa.  

Tal equilíbrio exige uma boa cultura de gestão, focada em fatos e dados para a melhor tomada de decisão no dia a dia da obra.

O que aprendi ao longo dos anos e aplicamos todos os dias na Vertical – é que mais do que ferramentas, é preciso visão estratégica, adaptação e sempre estar pensando vários passos à frente.

- Como o planejamento inicial impacta no sucesso da execução de obra?

O planejamento feito no momento correto tem o poder de mitigar vários problemas, antecipar estratégias e ações que só seriam vistas no momento da execução onde não se tem na maioria dos casos tempo para estudar a melhor solução equilibrando execução, custo e qualidade. Quando falo de planejamento não é sobre o cronograma é sim pensar em todas os âmbitos como: Análise crítica dos projetos, logística e o melhor sequenciamento de atividades.

Na Vertical, estruturamos o planejamento em três níveis: longo, médio e curto prazo. Isso nos dá clareza sobre onde queremos chegar, mas também agilidade para ajustar o caminho. Com essa estrutura, conseguimos antecipar gargalos, organizar as compras com inteligência, direcionar as equipes e manter o controle da obra na prática, não só no papel.

Mais do que um documento inicial, planejamento para nós é um processo contínuo. Ele evolui junto com a obra. É isso que transforma um projeto viável em um empreendimento entregue com sucesso.

- Quais erros de gestão você considera mais comum?

Muitos erros em obra poderiam ser evitados tendo dados confiáveis e de fácil acesso. Com isso uma gestão mais ativa,

Acompanhar prazos e custos precisa ser um processo vivo, feito em tempo real. Esperar o fim de mês para entender onde houve desvio é, na prática, abrir mão da chance de corrigir no momento certo. Deve-se ter um foco muito grande nas restrições para que novas atividades comecem no momento certo evitando sempre estar “apagando incêndio”.

Gosto de gestão a vista, que nos mostram onde estamos indo bem e onde precisamos intervir. Isso nos ajuda a ser mais preciso nas intervenções.

E, claro, não posso deixar de citar o que talvez seja o mais silencioso dos erros: a falha de comunicação entre setores, inclusive dentro do canteiro. Porém, quando áreas de controle, suprimentos e execução não falam a mesma língua, quem paga a conta é o projeto. E é uma conta cara: retrabalho, desperdício e desmotivação.

- Quais estratégias você utiliza para melhorar a produtividade da equipe no canteiro de obras?

Produtividade nasce de um ambiente bem liderado. E para liderar, é preciso estar presente. Começamos com metas claras e bem definidas no curto prazo, alinhadas com o cronograma da obra. Reuniões rápidas durante o dia ajudam a manter o foco, resolver travas e garantir que todos estejam na mesma página.

Acredito em investir em capacitação contínua, porque um time bem treinado trabalha com mais autonomia. E não menos importante: cuidar da motivação do clima no canteiro. Mostrar como cada função contribui para o todo – e isso cria engajamento real. Quando a equipe entende seu papel na entrega e está focada em metas bem definidas, a produtividade acontece como consequência.

- Quais boas práticas você considera essenciais para evitar retrabalho na execução?

Retrabalho é um problema crônico nas obras, com impactos profundos. Ele compromete cronograma, orçamento e principalmente, a qualidade do produto.

Para evitá-los, seguimos pilares fundamentais:

1. Uma boa compatibilização prévia de projetos – garantir que todas as disciplinas estejam alinhadas nos vários aspectos como: execução, normas, soluções técnico/financeiras e qualidade final. Evitando que soluções sejam tomadas no momento da execução.

2. Ter um sequenciamento prévio bem pensado no momento do planejamento e respeitado no momento da execução, de forma que as atividades possam sair no setor com a atividade 100% pronta.

3. Treinamento dos critérios de como fazer e receber os serviços para as equipes envolvidas.

4. Recebimento criterioso das atividades com acompanhamento próximo e validação contínua do que está sendo feito.

5. Comunicação clara e ativa – e aqui falo tanto da horizontal, entre os membros da equipe, quanto da vertical, entre os diferentes níveis de liderança.

  1. HABITAÇÃO SOCIAL - Problema coletivo
  2. Como a Tecnologia Está Transformando o Processo On-line de Venda de Imóveis no Brasil
  3. Cerimônia de abertura marca primeiro dia de Bootcamp do 2º Construct Ideathon
  4. Sinduscon-GO participa de Reunião COINFRA na FIEG com Saneago e celebra resultados de excelência

Página 8 de 22

  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
© 2026 Sinduscon-GO. Designed By Livres.art.br
  • HOME
  • O SINDUSCON-GO
  • SERVIÇOS
  • NOTÍCIAS
    • Sinduscon-GO na mídia
  • ÁREA DOS ASSOCIADOS
  • .