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Quando uma única fonte de funding já não é suficiente

Quando uma única fonte de funding já não é suficiente

03 November 2026

Por Ricardo Porcher*

O funding imobiliário está deixando de ser apenas uma questão de onde conseguir recursos e migrando para uma lógica mais ampla de como combiná-los. Tecnologia, novas estruturas financeiras e relações de parceria cada vez mais próximas dentro do setor ampliam as possibilidades para as incorporadoras, especialmente aquelas de pequeno e médio porte que atuam no segmento econômico. Embora os bancos continuem oferecendo linhas de crédito que resolvem boa parte do que as empresas precisam, o setor vive um momento de transformação das próprias fontes tradicionais de financiamento imobiliário, que aponta para a necessidade cada vez maior de diversificação de recursos.

O SBPE está perdendo espaço à medida que a poupança reduz sua participação na captação dos bancos. O FGTS ganha relevância no financiamento habitacional, mas tem limites de capacidade, regras e prioridades próprias. Nesse cenário, mais importante do que encontrar uma única fonte capaz de financiar toda a jornada é saber combiná-las. Recursos próprios, crédito bancário, investimento privado e outras estruturas podem cumprir papéis diferentes ao longo do empreendimento. O desafio está em definir qual recurso deve entrar, em que momento e por quanto tempo.

E não estamos falando aqui apenas de aportes financeiros. Esse movimento marca a passagem do funding imobiliário como produto para o funding como serviço, um modelo em que capital, tecnologia, parceria e conhecimento caminham juntos. Em vez de apenas receber o recurso, as incorporadoras passam a contar com uma estrutura completa que facilita a gestão, digitaliza e organiza dados e conecta as empresas a especialistas indicados para cada etapa do empreendimento. Mas como fazer a escolha certa?

A incorporação tem um ciclo longo e exige recursos em momentos distintos, com lacunas que aparecem ao longo de todo o projeto. Podem surgir na aquisição do terreno, no desenvolvimento e legalização do projeto, no lançamento, durante e no encerramento da obra, quando os recursos permanecem comprometidos enquanto a incorporadora precisa manter a holding e já avançar no próximo empreendimento.

Por isso, um bom ponto de partida é observar se a estrutura financeira está adequada à necessidade real do empreendimento. Modelos que liberam valores conforme a demanda e pelo tempo necessário tendem a custar menos do que captações feitas de uma só vez, que deixam dinheiro parado enquanto correm os juros. Além disso, um investidor que conhece a dinâmica da incorporadora consegue desenhar formatos que podem ser perfeitamente alinhados ao crédito bancário, como o equity preferencial. Um modelo que não representa dívida no balanço, dispensa garantia real e preserva a capacidade da empresa de contratar financiamento bancário.

É essa lógica que orienta a abordagem de funding como serviço da Versi. Em vez de uma linha fechada, os recursos são estruturados de acordo com o que cada etapa do empreendimento exige, otimizando seu aproveitamento especialmente em um momento de capital mais caro, em que cada valor parado ou mal dimensionado pode elevar ainda mais os custos. Desde a estruturação, o foco está em potencializar ao máximo o resultado do empreendimento.

Mas o modelo não se limita ao recurso financeiro, ele se apoia também em tecnologia, ecossistema e comunidade. A plataforma UNI, criada pela Versi, compara o caixa projetado com o executado, dá acesso aos relatórios da CAIXA de maneira simplificada e possibilita a tomada de decisão de maneira simples e ágil. Já no ecossistema Versi 360, a incorporadora encontra empresas especializadas em engenharia, contabilidade, seguros, crédito e gestão, áreas que vão sendo agregadas conforme o momento da operação. A comunidade completa este tripé ao promover conexões essenciais para o crescimento conjunto do setor. Entre as incorporadoras parceiras da Versi, temos percebido no dia a dia o valor de aproximar empresas que vivem realidades e desafios semelhantes. Há uma constante troca de experiências e práticas que podem contribuir para decisões e caminhos do negócio. Afinal, uma empresa do Norte pode já ter resolvido a questão que outra do Sul enfrenta agora.

Em Goiás, incorporadoras do segmento econômico têm demonstrado que é possível crescer neste modelo, de forma sustentável, mesmo em um cenário de juros altos e margens apertadas. A Versi trabalha com a Vega, de Goiânia, desde 2022. Neste período, já foram três empreendimentos, dois deles com o ciclo concluído. A relação começou pelo funding, se estendeu à troca de conhecimento e levou à capital goiana, em 2024, uma edição do JUNTOS, encontro com incorporadoras e lideranças do setor. É um exemplo de como uma relação que nasce de uma necessidade financeira pode evoluir para uma parceria mais ampla, incorporando conhecimento, conexões e soluções para outros desafios do negócio.

A transformação do funding imobiliário não diminui a importância das fontes tradicionais, mas exige a presença de estruturas financeiras especializadas, personalizadas, pensadas para otimizar o resultado dos empreendimentos e capazes de se adaptar às necessidades de cada etapa. Com esse suporte, o incorporador ganha tempo para se dedicar ao que sabe fazer de melhor: desenvolver e executar projetos.

Para uma incorporadora de pequeno e médio porte, uma composição bem calibrada permite seguir um empreendimento mantendo capacidade financeira para os próximos lançamentos. Aqui, crescer depende de estruturar as fontes, as informações e os parceiros certos.

*CRO da Versi

A construção do futuro será industrializada, digital e sustentável
Crédito: PH Freitas / CBIC

A construção do futuro será industrializada, digital e sustentável

03 November 2026

O engenheiro civil Eduardo Aroeira Almeida chega à presidência da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), triênio 2026-2029, com uma agenda que combina continuidade institucional e novos desafios para um setor em transformação. Empresário do mercado imobiliário e presidente do SECONCI-DF, o novo presidente defende avanços na industrialização, inovação, qualificação profissional e acesso ao crédito, ao mesmo tempo em que aponta a segurança jurídica e o ambiente de negócios como condições essenciais para preservar investimentos e empregos.

Nascido em Brasília e com trajetória construída no associativismo empresarial, Eduardo Aroeira Almeida também destaca a força do Centro-Oeste no cenário nacional da construção. Nesta entrevista, ele fala sobre os primeiros passos da gestão, os impactos da reforma tributária, as perspectivas para habitação e financiamento, a transformação tecnológica dos canteiros e os desafios colocados pela discussão sobre a jornada de trabalho.

Quais as principais prioridades da sua gestão nos primeiros 100 dias?

Nossa gestão será de continuidade e busca por avanços. A CBIC tem atuado junto ao poder público para fomentar uma melhoria no ambiente de negócios e na segurança jurídica, de forma a criar as condições para a manutenção do investimento. Isso é essencial para a geração de emprego e renda, assim como para garantir qualidade de vida desejada pela população. Nosso setor, a despeito das incertezas atuais, continua gerando emprego e contribuindo para o desempenho da economia. Dentre nossas prioridades, está o avanço na industrialização, na pauta de inovação e absorção de novas tecnologias, na melhoria do acesso ao financiamento para o mercado imobiliário, na capacitação da nossa mão de obra dentre outros temas que são estratégicos para o tomador de decisão. Vamos atuar, também, pelo fortalecimento do associativismo, mantendo a integração e coesão de nossas associadas. A agenda de trabalho da CBIC é ampla, para além de 100 dias, e vamos avançar com ela, cada vez mais próximos de nossos associados e empresas em todo o país.

A reforma tributária abre uma janela de oportunidade ou é mais um risco para o incorporador?

A implementação da reforma tributária é um tema estratégico para o nosso setor, com desdobramentos dentro da gestão que se inicia. Nossas empresas estão atravessando o período de transição, adequando processos para atender as novas regras e medindo os impactos do novo arcabouço sobre o negócio. A CBIC acompanha a reforma desde o início, dialogando com o poder público para minimizar os efeitos negativos potenciais e orientando as empresas para que possam se adequar da melhor forma. Seguiremos com esta prestação de serviço, apoiando nossas entidades associadas e as empresas nesse esforço, de forma que a reforma tributária gere os ganhos esperados por todos os brasileiros. Na nossa avaliação, a reforma pode criar as condições para escalar a industrialização da construção brasileira e este é um efeito positivo.

O que muda na relação da CBIC com o governo federal em termos de crédito e habitação?

A relação não muda. No nosso entendimento, cada vez mais é importante dispormos de instrumentos que garantam acesso à casa própria no Brasil. A moradia digna é um direito inscrito na Constituição, o déficit habitacional vem caindo, porém em um ritmo menor que o necessário para tirar da moradia precária ou do aluguel a população que ainda precisa de habitação. Para avançar nesse desafio, será importante fortalecer e ampliar, cada vez mais, políticas públicas destinadas à democratização do acesso à moradia. Nesse campo, o programa Minha Casa, Minha Vida tem um papel importante e a recente inclusão da classe média entre os beneficiários terá um feito positivo não apenas para o setor, como especialmente para a população. Além disso, medidas que ampliem o volume de recursos para produção também farão diferença, dando às empresas condições para fazer mais lançamentos. A CBIC continuará atuando em defesa da preservação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investimento em habitação, assim como na busca por novas fontes e melhores condições de financiamento para o mercado imobiliário.

Qual é a sua visão para a industrialização da construção e o que a CBIC vai fazer para acelerar isso?

A construção do futuro será industrializada, cada vez mais digital e sustentável. Isso não é previsão, é a constatação de um futuro que já começou e está entre as prioridades da atuação da CBIC. Nosso desafio é criar as condições para escalarmos essa mudança com velocidade, segurança e qualidade. Para isso, é preciso atualizar a formação do engenheiro e do técnico; levar o trabalhador do canteiro para a sala de aula, em maior aproximação com o Sistema S. É fazer do BIM linguagem comum a todos os estratos do setor. ou preparamos nossa gente para o futuro, ou perderemos a janela de oportunidade trazida pela inovação. A CBIC dará passos novos nessa agenda, seja na articulação de políticas públicas – e nosso envolvimento nos grupos de trabalho da Nova Indústria Brasil (NIB) é essencial – seja no estímulo às empresas, por meio de projetos como o Construção 2030, que conduzimos em parceria com o SENAI.

Como você avalia o impacto da redução da jornada de trabalho para o setor?

É muito preocupante e a CBIC atuou em diversas frentes para garantir o debate adequado da medida. A pressão política inerente ao calendário eleitoral impediu uma discussão técnica e aprofundada desse assunto, com um exame responsável dos efeitos sobre o emprego, os custos, os investimentos e a execução de obras públicas e privadas, bem como as particularidades de cada atividade econômica. A CBIC segue mobilizada, em interlocução com o Senado Federal, buscando sensibilizar os parlamentares para que essa discussão aconteça depois das eleições, com mais tempo e baseada em dados técnicos para a melhor decisão.

A Região Centro-Oeste teve dois presidentes consecutivos na CBIC. O que isso representa e o que você espera trazer da região para a entidade?

Esta é a primeira vez que um representante do Distrito Federal, nascido em Brasília, assume essa posição, vindo depois de Goiás. É um reconhecimento importância da nossa região para a construção brasileira, assim como uma tradução da capilaridade e da força da representação da CBIC. Nossa entidade realmente representa e fala pela construção brasileira, aglutinando lideranças de todas as regiões, e essas são marcas da sua força. Penso que ter nascido e viver na região, que conheço bem, me permite um olhar mais próximo da realidade regional e contribuir na costura de soluções e iniciativas que estimule o desenvolvimento do Centro-Oeste, tendo o nosso setor como protagonista.



A bolha imobiliária reversa e o preço dos imóveis novos

A bolha imobiliária reversa e o preço dos imóveis novos

03 November 2026

Por Caio Lobo*

Você já deve ter ouvido dizer que os imóveis no Brasil estão caros demais e que uma bolha está prestes a estourar. Essa ideia vem principalmente de quem não entende bem o que é uma bolha imobiliária. Vivemos, na prática, o oposto de uma bolha: o que estou chamando de uma bolha imobiliária reversa. Mas para que seja mais claro entender o que é uma “bolha imobiliária reversa”, é necessário que entenda o que é uma bolha imobiliária. Entender esse momento vai fazer com que você enxergue o mercado imobiliário atual de forma diferente...

O que é, afinal, uma bolha imobiliária?

A famigerada "bolha imobiliária" nada mais é do que uma bolha especulativa. Ela acontece quando o preço de venda de um ativo se descola (por motivo especulativo) do seu valor intrínseco, que o valor óbvio de precificação de um ativo. No mercado imobiliário, esse valor intrínseco é o custo de produção do imóvel: terreno, construção e demais despesas da incorporação. Quando o preço de venda sobe muito acima desse custo, movido por expectativa de ganho fácil, a bolha se forma. E ela estoura quando algum fator reduz a liquidez desses ativos:  juros mais altos, crédito mais restrito ou queda na renda e atividade econômica, obrigando uma correção do preço do ativo para dentro da realidade e mais próximo do valor intrínseco. Como resultado do estouro de uma bolha especulativa os preços caem de forma acelerada, como se viu nos Estados Unidos em 2008 ou na Espanha na mesma época.

Só que não é isso que está acontecendo no Brasil.

Por aqui vivemos o cenário oposto. Nos últimos anos, o custo real de construção subiu de forma acelerada, puxado pela alta nos materiais de construção, terrenos e principalmente na mão de obra. O preço de venda dos imóveis, no entanto, não acompanhou o mesmo ritmo. O motivo é conhecido: juros altos, ruído político e o medo generalizado seguraram a demanda e desaceleraram o mercado, impedindo que os preços refletissem o novo custo de produção. No gráfico abaixo você consegue analisar esse descolamento ao comparar INCC (custo de construção) com a FipeZap (preço de venda médio dos imóveis).

grafico custo de construcao x preco de venda

Estimativa ilustrativa com base em INCC-DI e FipeZap

O paradoxo do preço do m² nos novos lançamentos

Esse aumento no custo da produção de novos imóveis acima do aumento do preço de venda criou uma anomalia temporária no mercado imobiliário nacional (que pode se tornar uma oportunidade para compradores). Para ilustrar em números, vamos supor que um incorporador precise vender um lançamento por algo como R$ 15 mil por m² só para a conta de a viabilidade fechar no azul em determinada região. Mas, na mesma rua, às vezes até da mesma incorporadora, existem imóveis novos, recém-entregues, sendo vendidos a R$ 10 mil por m². A explicação é simples: esse imóvel pronto foi lançado e precificado anos atrás, quando o custo de construção era bem mais baixo. Ele carrega o preço do passado, não o custo do presente que aumentou em velocidade superior ao preço de venda.

O grande alerta: o estoque barato tem prazo de validade

Mas aqui está o ponto que poucos estão observando: esse estoque "barato" é finito, e ele vem sendo consumido mês a mês. Quando essa oferta pronta — fruto de lançamentos antigos, com custo antigo — for majoritariamente absorvida pelo mercado, o novo preço de referência passa a ser, necessariamente, o calculado com os custos de produção atuais. O efeito prático é um “salto” no preço médio de venda, e nada gradual: de uma hora para outra, o metro quadrado "padrão" do bairro deixa de ser R$ 10 mil e passa a ser R$ 15 mil. É por isso que se fala em bolha imobiliária reversa: em vez de os preços despencarem de repente, como numa bolha clássica, eles sobem de repente.

Os números que sustentam essa tese

A tese da bolha reversa não se sustenta sozinha. Ela conversa com pelo menos quatro outros fatores estruturais que apontam na mesma direção — a de preços subindo, não caindo:

  • Preço real ainda descontado. Corrigido pela inflação, o índice FipeZap de preços de imóveis segue abaixo do pico registrado em 2014 na maior parte das capitais brasileiras. Em termos reais, comprar um imóvel hoje ainda é mais barato do que há uma década — o oposto do que se esperaria em um mercado supostamente "caro demais".
  • Déficit habitacional estrutural. O Brasil segue com um déficit de milhões de moradias. Demanda represada não desaparece: ela se acumula e pressiona preços assim que as condições de acesso ao crédito melhoram.
  • Terrenos bem localizados cada vez mais escassos. Nas grandes cidades, a oferta de terrenos com potencial construtivo relevante encolhe a cada ciclo, o que empurra o custo de produção para cima de forma praticamente irreversível.
  • Crédito à produção mais apertado. Juros altos também encarecem o financiamento das incorporadoras, o que reduz o volume de novos lançamentos e, no médio prazo, diminui ainda mais a oferta futura de imóveis — outro vetor de alta.

Somado a isso, a expectativa de queda da Selic tende a atuar como acelerador: crédito imobiliário mais barato destrava a demanda represada bem no momento em que o estoque pronto e barato começa a se esgotar.

E no resto do mundo?

E não é só uma leitura otimista de quem trabalha com incorporação imobiliária no Brasil. O UBS Global Real Estate Bubble Index, publicado anualmente pelo banco suíço, mede o risco de bolha imobiliária em dezenas de metrópoles ao redor do mundo, cruzando preço com renda, aluguel e crédito. Cidades como Zurique, Munique, Tóquio e Miami aparecem sistematicamente no topo do risco. O Brasil, representado por São Paulo, fica na outra ponta com risco literalmente negativo. Em outras palavras: mesmo em uma capital como São Paulo, considerada cara para os padrões nacionais, percebe-se pelo gráfico abaixo que que vivemos um cenário inverso ao de uma bolha imobiliária.

real state buble

Ranking ilustrativo baseado no padrão do UBS Global Real Estate Bubble Index

A janela de oportunidade não vem anunciada

Para quem pensa em comprar um imóvel para morar ou investir, o recado é direto: o momento de preços contidos tem prazo de validade, e ele está mais curto do que parece. Em um futuro próximo, o preço dos imóveis deve dar um salto para se alinhar ao novo patamar do custo de construção. A queda da Selic e dos juros de financiamento tende a funcionar como acelerador desse processo, ao estimular a procura justamente no momento em que o estoque "barato" está se esgotando. Quem compra agora, dentro dessa janela de oportunidade, tende a surfar uma valorização relevante nos próximos anos. Quem espera o cenário "melhorar" corre o risco real de pagar, mais adiante, pela nova tabela de preços, já reajustada pelo custo de produção atual.

Estamos vivendo uma janela de oportunidade que a maioria das pessoas ainda não percebeu — exatamente porque ela não se parece com o que se costuma chamar de "boa hora para comprar". Como dizia o velho ditado do mercado financeiro, adaptado aqui para o imobiliário: “compra-se ao som dos canhões, vende-se ao som dos violinos”. Quando o cenário parecer tranquilo demais, o preço já terá subido.

* Caio Lobo é engenheiro civil pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Possui 15 anos de experiência em desenvolvimento imobiliário, tendo atuado em empreendimentos verticais, horizontais, unidades isoladas e loteamentos nesse período. Atualmente é CEO da Horama Realty, empresa focada em incorporações próprias e consultoria para incorporadores imobiliários. Foi eleito uma das 100 personalidades mais influentes do Mercado Imobiliário brasileiro por 3 anos seguidos (2023, 2024 e 2025) em pesquisa realizada pelo ImobiReport.

Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, é editor da newsletter IncorporaNews, mentor na Imersão Incorpora PRO e é um entusiasta do mercado imobiliário.

CEZAR MORTARI REPRESENTA CBIC E SINDUSCON-GO NA ABERTURA DO MODERN CONSTRUCTION SHOW 2026

CEZAR MORTARI REPRESENTA CBIC E SINDUSCON-GO NA ABERTURA DO MODERN CONSTRUCTION SHOW 2026

02 October 2026

O engenheiro Cezar Valmor Mortari participou da solenidade de abertura do Modern Construction Show 2026, em São Paulo, representando a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO).

Na gestão 2026/2029 da CBIC, Cezar Mortari ocupa o cargo de vice-presidente Regional Centro-Oeste, representando Goiás no Conselho de Administração da entidade.

No Sinduscon-GO, Mortari é 1º vice-presidente na gestão 2024/2026 e também integra o Conselho Consultivo. O engenheiro também presidiu o Sindicato na gestão 2021/2023.

O Modern Construction Show 2026 acontece de 29 de setembro a 1º de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo empresas, especialistas, profissionais e entidades ligadas à cadeia produtiva da construção.

O evento tem como foco a industrialização da construção e apresenta soluções, tecnologias e debates relacionados à produtividade, inovação, sustentabilidade, inteligência artificial, novos sistemas construtivos e modernização dos processos do setor.

A programação conta com exposição de produtos e soluções, palestras, painéis, seminários, demonstrações e oportunidades de networking entre construtoras, incorporadoras, projetistas, fabricantes, fornecedores e profissionais técnicos.

Durante a abertura, representantes do setor destacaram a industrialização como um dos caminhos para ampliar a produtividade, melhorar a previsibilidade de custos, reduzir prazos e enfrentar desafios como a disponibilidade de mão de obra e a necessidade de maior eficiência nos processos construtivos.

A participação de Cezar Mortari reforça a presença de Goiás nas discussões nacionais sobre inovação, produtividade e modernização da construção civil, além da atuação institucional da CBIC e do Sinduscon-GO na aproximação do setor com novas tecnologias e modelos construtivos.

Modern Construction Show 2026
29 de setembro a 1º de outubro
Distrito Anhembi
São Paulo - SP

Sinduscon Goiás reúne especialistas para debater construção sustentável, certificações e acesso ao crédito

Sinduscon Goiás reúne especialistas para debater construção sustentável, certificações e acesso ao crédito

21 September 2026

Evento “Construção Sustentável: do projeto ao crédito” reuniu representantes da construção civil, mercado imobiliário, instituições financeiras e especialistas em ESG para discutir caminhos para empreendimentos mais sustentáveis

O Sinduscon Goiás realizou, no dia 17 de setembro, em seu auditório, o evento “Construção Sustentável: do projeto ao crédito”, uma tarde dedicada ao debate sobre sustentabilidade aplicada à construção civil, certificações ambientais, financiamento verde, industrialização e experiências práticas desenvolvidas pelo setor.

Realizado pelo Sinduscon Goiás e organizado pela Recurso Sustentável, o encontro contou com apoio da Saint-Gobain, IFC – International Finance Corporation, Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI-GO).

Representando institucionalmente o Sinduscon Goiás, participou da abertura a Diretora Titular de Comunicação Social, Carolina França Lacerda, da Vega Construtora. A composição atual da diretoria da entidade confirma Carolina à frente da área de Comunicação Social.

A abertura também contou com a participação do presidente da ADEMI-GO, Felipe Melazzo, reforçando a integração entre as entidades representativas da construção e do mercado imobiliário goiano. Melazzo permanece à frente da associação em 2026.

Certificações, financiamento e critérios ESG

A programação técnica teve início com Felipe Faria, CEO do GBC Brasil, que apresentou um panorama do mercado de certificações e crédito, abordando a crescente incorporação de critérios de sustentabilidade aos projetos imobiliários.

Em seguida, Silvia Solano, da IFC, apresentou a certificação EDGE e sua relação com o financiamento verde, aproximando os aspectos técnicos da sustentabilidade das possibilidades de estruturação financeira dos empreendimentos.

O primeiro painel, “Sustentabilidade e acesso ao crédito”, reuniu representantes da Caixa Econômica Federal e da Tudo Certo. A mediação foi conduzida por Camila Abigail de Almeida Salvador Storti, Diretora Titular da Câmara Especializada de ESG – Environmental, Social and Governance do Sinduscon Goiás e integrante da Abissal Capitalismo Saudável.

O debate colocou em pauta a relação entre práticas ambientais, governança, planejamento dos projetos e acesso a instrumentos de crédito, mostrando como a sustentabilidade vem se tornando um componente cada vez mais presente nas decisões das empresas e instituições financeiras.

Industrialização e sustentabilidade na prática

Após o intervalo, Weberton Sá, da Saint-Gobain, apresentou o tema “Industrialização e soluções construtivas para edificações mais sustentáveis”, abordando alternativas capazes de aliar inovação, produtividade e melhor desempenho das edificações.

Outro destaque foi o painel “Sustentabilidade na prática: a experiência das construtoras”, com representantes da O.M. Incorporadora, FR, City e Flamboyant Urbanismo. O momento permitiu compartilhar experiências do mercado e iniciativas adotadas pelas empresas para incorporar práticas sustentáveis aos empreendimentos.

A mediação foi realizada por Cinthia Martins dos Santos Peixoto, Diretora Titular da Comissão de Proteção ao Patrimônio Natural do Sinduscon Goiás e representante da Recurso Sustentável, que também teve atuação direta na organização e condução do encontro.

Integração entre entidades e mercado

A presença das diretoras Carolina França Lacerda e Camila Abigail de Almeida Salvador Storti, do presidente da ADEMI-GO, Felipe Melazzo, além de representantes de empresas, instituições financeiras e organizações especializadas, reforçou o caráter técnico e institucional do encontro.

A programação foi encerrada com a atividade “Onde estamos e qual é o próximo passo?”, conduzida por Fernanda Rodrigues Almeida, da Recurso Sustentável, propondo uma reflexão sobre os desafios e oportunidades para ampliar a adoção de práticas sustentáveis na construção civil.

Com a iniciativa, o Sinduscon Goiás fortalece seu papel como espaço de diálogo, atualização técnica e aproximação entre os diferentes agentes da cadeia da construção, estimulando discussões que conectam sustentabilidade, inovação, viabilidade econômica e desenvolvimento do setor.

  1. Sinduscon Goiás participa do Conexões Produtivas, realizado na sede da FIEG
  2. Nova gestão da CBIC amplia protagonismo de Goiás e reforça presença do Sinduscon-GO no cenário nacional
  3. Informativo do Sinduscon-GO: Construir Mais on-line – Ano 5 Edição nº 18
  4. Cezar Mortari representa o Sinduscon Goiás em solenidade de assinatura do Plano Urbanístico Básico de Goiânia

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