Noticias do Setor

Seconci Goiás é recomendado para certificação NBR ISO 9001:2015, fortalecendo a gestão da qualidade no setor da construção

O Sistema de Gestão da Qualidade do Seconci Goiás avançou mais uma etapa importante em sua trajetória de melhoria contínua: a instituição foi recomendada para a certificação NBR ISO 9001:2015, após auditoria que reconheceu a organização dos processos internos e o compromisso da entidade com a excelência no atendimento aos trabalhadores e empresas da construção civil.

Durante a auditoria, foram analisados procedimentos, rotinas e a estrutura organizacional, avaliando desde o controle de documentos até a padronização das atividades realizadas pelos setores. O relatório destacou o alto nível de comprometimento das equipes e a forma como a cultura da qualidade está integrada ao dia a dia da instituição.

O desempenho do Seconci Goiás foi considerado sólido, consistente e alinhado à norma internacional, refletindo o esforço constante para aprimorar práticas, fortalecer a gestão e garantir transparência em todas as etapas dos serviços prestados.

A recomendação para certificação representa um marco para o Seconci Goiás e reforça seu compromisso com a excelência, responsabilidade e melhoria contínua nos atendimentos, programas e iniciativas direcionadas ao setor da construção.

O Sinduscon Goiás parabeniza o Seconci por esse importante avanço, que contribui diretamente para a profissionalização e qualificação do ecossistema da construção civil no estado. Agora, a instituição segue para as etapas finais do processo, que culminarão na emissão oficial do certificado ISO 9001:2015.

Seconci Goiás chega à final do Prêmio CBIC com a Campanha Sorriso Feliz

O Seconci Goiás foi selecionado como finalista do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2025, com a Campanha Sorriso Feliz, iniciativa que se tornou destaque na promoção da saúde bucal de crianças desde sua criação, em 2021.

Ao longo de suas edições, a Campanha Sorriso Feliz se caracteriza por unir educação em saúde bucal e atendimento odontológico de forma contínua e efetiva.

Filhos de trabalhadores da construção participam de atividades educativas, recebem orientações práticas de higiene bucal e aprendem técnicas adequadas de escovação, sempre com foco na prevenção de doenças e no desenvolvimento de hábitos saudáveis desde a infância.

As crianças recebem o tratamento odontológico adequado conforme o diagnóstico realizado, e kits contendo escova, creme dental e fio dental, reforçando o incentivo à manutenção dos cuidados em casa.

Todo o trabalho é conduzido pela equipe de Odontologia do Seconci Goiás, que atua com uma abordagem humanizada e educativa. A coordenadora odontológica, Dra. Daniela Figueiró, destaca que “investir na conscientização desde cedo traz impactos duradouros: ao compreender a importância da própria saúde, as crianças carregam esse aprendizado ao longo da vida, tornando-se adultos mais informados e responsáveis com o bem-estar.”

A classificação para a final do Prêmio CBIC é o reconhecimento da efetividade, alcance e relevância social do Sorriso Feliz para o setor da construção.

O anúncio do projeto vencedor ocorrerá no dia 02 de dezembro, durante cerimônia oficial da CBIC. Para o Seconci Goiás, ser finalista reforça o compromisso da entidade com ações que ampliam o cuidado, a prevenção e a qualidade de vida dos trabalhadores da construção e de suas famílias.

Pilar fundamental da governança corporativa na construção civil

Pilar fundamental da governança corporativa na construção civil

Em um setor marcado por desafios econômicos e alta competitividade, a governança corporativa deixou de ser apenas uma boa prática para se tornar um requisito estratégico. Nesse contexto, a auditoria externa é um dos pilares mais sólidos para garantir transparência, credibilidade e sustentabilidade nos negócios. Muitas vezes vista como um custo ou obrigação regulatória, a auditoria deve ser encarada como um investimento em confiança.

Empresas que adotam auditoria externa estruturada colhem benefícios concretos, como:

  • Melhores condições de crédito e financiamento, graças à maior confiabilidade das informações financeiras;
  • Atração de investidores que buscam segurança e previsibilidade;
  • Comparabilidade com benchmarks do mercado, reforçando a reputação corporativa.

A auditoria não é apenas um processo técnico; ela é o primeiro passo para uma governança robusta. Sem esse instrumento, não há como garantir a integridade dos números nem sustentar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.

Governança e ESG: uma conexão inevitável

Embora o setor de incorporadoras ainda esteja em estágio inicial na adoção de práticas ESG, o pilar da governança já se apresenta como o mais consolidado. A auditoria fortalece esse pilar ao assegurar integridade e transparência, preparando as empresas para avançar nas dimensões ambiental e social. Investidores e clientes estão cada vez mais atentos a esses aspectos, e quem se antecipa sai na frente.

A auditoria não é sinônimo de burocracia, mas sim uma aliada estratégica. É por meio dela que se constrói a base para uma gestão responsável, transparente e alinhada aos desafios contemporâneos. Para as empresas da construção civil, investir em auditoria é investir em um futuro mais sólido, ético e sustentável.

Maria Regina Abdo é sócia de Auditoria e líder de Real Estate na Grant Thornton Brasil. Possui mais de 24 anos de experiência profissional em empresas de auditoria internacionais, tendo atuado em diversos segmentos, entre eles: incorporação imobiliária, construção civil, imóveis de renda e shopping centers, indústria farmacêutica e laboratórios, agronegócios, indústria, serviços, tecnologia, varejo e entidades sem fins lucrativos.

Participou de transações no mercado de capitais, incluindo processos de abertura de capital (IPO) e outras emissões nacionais e internacionais. É membra do Ibracon (Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes), atuando no Grupo de Trabalho de Incorporadoras, onde contribui para discussões técnicas do setor de Real Estate e Construção Civil.

Entidades fortalecem o setor de habitação e impulsionam o desenvolvimento social

 

 

A atuação articulada das entidades empresariais do setor da construção civil tem desempenhado papel decisivo na evolução das políticas habitacionais e na ampliação do acesso à moradia digna no Brasil. É o que destaca a engenheira civil Daniela Ferrari, diretora de Relações Institucionais da Tenda e vice-presidente de Habitação no SindusCon-SP e no Secovi-SP, ao ressaltar que o trabalho coletivo entre empresas e instituições representativas transformou profundamente o cenário da habitação de interesse social nas últimas duas décadas.

Segundo Daniela, há cerca de 15 a 20 anos a presença da iniciativa privada nesse segmento era restrita, principalmente pela ausência de políticas de crédito adequadas para famílias de baixa renda. “A criação do Programa Minha Casa Minha Vida foi um divisor de águas. Ele exigiu das empresas maior organização e articulação, o que levou as entidades a se estruturarem para propor ajustes e aprimoramentos nas políticas habitacionais”, explica.

No caso do SindusCon-SP, a diretora destaca a criação de comitês específicos, como o CHP (Comitê de Habitação Popular), voltados a debater e sugerir incentivos à habitação social. Essa estruturação foi essencial para fortalecer o diálogo com o poder público e garantir maior segurança e governança na execução das políticas. Diversos grupos de trabalho foram instituídos, abordando temas estratégicos como crédito habitacional junto à Caixa Econômica Federal, sustentabilidade do FGTS, legislações municipais e estaduais, além de programas complementares como o CCI do Casa Paulista, o CCA do CDHU e o Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo.

Essas iniciativas resultaram na democratização da oferta habitacional, alcançando um número crescente de municípios paulistas e promovendo sinergia com o desenvolvimento econômico e urbano. “O trabalho conjunto com o setor de loteamentos tem sido essencial para viabilizar o crescimento ordenado das cidades e ampliar o acesso à moradia digna”, pontua Daniela.

Mais recentemente, o setor passou a exercer protagonismo também nas áreas de inovação e sustentabilidade, investindo em novas tecnologias para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental. A instalação de fábricas de sistemas construtivos como woodframe, steelframe e pré-fabricado de concreto no Estado de São Paulo levou à criação do Comitê de Construções Industrializadas, cuja principal missão é apoiar a modernização das legislações, incluindo o código de obras, para permitir a produção industrializada em escala.

Essa modernização, segundo Daniela Ferrari, tem potencial para acelerar a entrega de moradias, especialmente para a população mais vulnerável, contribuindo para a redução de habitações em áreas de risco. “Os resultados já são visíveis: execução recorde do orçamento do FGTS, obras entregues com qualidade e no prazo, aumento da participação empresarial no segmento de habitação social, geração de empregos em níveis históricos e atendimento das famílias de menor renda”, afirma.

Para Daniela, o compromisso do setor vai além da construção física de moradias. “A habitação é a porta de entrada para a educação, saúde, segurança e outros pilares do desenvolvimento humano. Continuaremos empenhados em enfrentar o déficit habitacional e em construir, juntos, uma sociedade mais justa e equilibrada”, conclui.

Construção Civil e sustentabilidade: o desafio da gestão de resíduos em Goiânia

Construção Civil e sustentabilidade: o desafio da gestão de resíduos em Goiânia

Com o avanço do mercado imobiliário e o crescimento urbano acelerado, a construção civil em Goiânia vive um momento de grandes oportunidades e também de grandes responsabilidades. O gerenciamento sustentável dos resíduos da construção se torna um caminho essencial para unir desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. A construção civil é reconhecida mundialmente como um dos setores que mais consomem recursos naturais e geram resíduos.

Em Goiânia, o cenário reflete a força desse segmento. Segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), a capital contabilizou 162 canteiros de obras verticais em 2024, impulsionando o desenvolvimento urbano e a geração de empregos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Goiânia figura entre os cinco municípios brasileiros que mais criaram vagas no setor no primeiro semestre de 2024. Esse crescimento traz desafios relevantes, especialmente na gestão dos Resíduos da Construção Civil (RCC). Somente em 2024, foram geradas 1.270.551 toneladas de entulho, o que representa cerca de 74,5% de todos os resíduos sólidos urbanos. Esses materiais incluem restos de argamassa, concreto, cerâmica, metais, madeiras, vidros e plásticos. Quando descartados de forma incorreta, causam sérios impactos ambientais e urbanos, como entupimento de galerias pluviais, degradação de mananciais, proliferação de vetores de doenças e aumento dos custos para o poder público.

A Resolução CONAMA nº 307/2002 e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) estabelecem as diretrizes e responsabilidades para a gestão dos RCCs. A resolução define quatro classes de resíduos:

Classe A: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas), argamassa, concreto e pré-moldados.
Classe B: materiais recicláveis como plásticos, papel e papelão, metais, vidros e madeiras.
Classe C: resíduos sem tecnologia de reciclagem economicamente viável, como produtos de gesso e sacos de cimento.
Classe D: resíduos perigosos, como tintas, solventes, óleos e materiais contaminados.

De acordo com a legislação, os grandes geradores, definidos pelo município como aqueles que produzem mais de 2 m³ de resíduos, são obrigados a elaborar e implementar um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). Esse plano deve prever a classificação, separação e destinação ambientalmente adequada dos resíduos, priorizando a reutilização, a reciclagem e o encaminhamento para aterros licenciados.

Nos últimos anos, observa-se um avanço significativo na qualidade da construção civil e na adoção de práticas sustentáveis. Programas de gestão da qualidade, redução de perdas e projetos de economia circular vêm ganhando espaço. Iniciativas locais têm mostrado que o entulho pode se transformar em novos produtos, como blocos ecológicos, brita reciclada e pisos intertravados.

Um dos instrumentos mais promissores é a logística reversa, que permite o retorno de materiais e embalagens à cadeia produtiva, reduzindo o descarte e incentivando a reciclagem. Em Goiânia, várias construtoras já adotam o reaproveitamento de entulho e a destinação correta dos resíduos, em conformidade com as normas da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA). Quando a separação dos RCCs é realizada corretamente no próprio canteiro de obras, conforme a classificação do CONAMA nº 307/2002, o processo de reciclagem e destinação se torna mais eficiente. Empresas especializadas em Goiás já transformam concreto e argamassa em agregados reciclados, que podem ser aplicados em sub-bases de pavimentação, drenagem, controle de erosão, concretos não estruturais e fabricação de blocos e meios-fios.

A AMMA, em conjunto com outras instituições públicas, tem fortalecido a fiscalização ambiental e o incentivo à gestão responsável dos resíduos. Programas como o Selo de Sustentabilidade, o Programa Amigo Verde e ações como a “Virada Ambiental”, da UFG, promovem a conscientização e o engajamento do setor. Além disso, Goiânia conta atualmente com cinco Ecopontos em funcionamento, destinados à entrega voluntária de resíduos de pequenos geradores (até 2 m³), e mais cinco unidades estão em fase de implantação.

Mas a mudança não depende apenas de políticas públicas; começa dentro dos canteiros de obras. Medidas simples, como a separação correta dos resíduos, o reaproveitamento de materiais, o controle de desperdícios, o treinamento das equipes e o uso racional da água e da energia, podem gerar um impacto ambiental positivo e reduzir custos operacionais. Algumas empresas têm ido além, praticando a curadoria de materiais descartados e destinando itens como louças e pias a projetos sociais e reutilizações criativas, reforçando o conceito de economia circular e responsabilidade social.

A sustentabilidade na construção civil não é apenas uma tendência; é uma necessidade e uma oportunidade. O reaproveitamento e a reciclagem de resíduos proporcionam economia de matérias-primas, redução no consumo de energia e minimização dos impactos ambientais. O futuro do setor passa pela inovação, pela conscientização e pelo planejamento, transformando o desafio dos resíduos em uma oportunidade de crescimento sustentável para Goiânia e para todo o Estado de Goiás.

Zilma Percussor Campos Peixoto, titular da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), possui mais de 35 anos de experiência em gestão, tanto no poder público quanto em empresas privadas. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), possui especialização em Gestão Financeira com ênfase em Mercado de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA em Gestão Empresarial pela mesma instituição.

Na esfera privada, Zilma foi supervisora de Atendimento, gerente de Pessoas Físicas e Jurídicas, gerente geral e superintendente Regional Comercial para Goiás do Banco Nacional. Também atuou como superintendente de Agências do Unibanco S/A, além de superintendente Regional Comercial na região de Limeira e Campinas (SP) e no Estado de Goiás, pelo Banco Santander.

No poder público, Zilma foi diretora de Ordenamento Urbano e superintendente de Planejamento e Gestão Sustentável da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) em 2017. Coordenou o Grupo Executivo de Revisão do Plano Diretor de Goiânia, integrou o Comitê Técnico de Uso e Ocupação do Solo da Seplanh e foi conselheira do Conselho Municipal de Política Urbana da Prefeitura de Goiânia (Compur). Em seguida, atuou como secretária municipal de Planejamento Urbano e Habitação e também como secretária de Finanças, ambos os períodos durante a gestão Iris Rezende.

Após o fim do mandato, acumulou novas experiências no setor público, entre elas a função de superintendente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-GO), além de prestar consultorias para empresas, até ser convidada para presidir a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA).

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